segunda-feira, 4 de abril de 2011

O encolhimento do mundo

"O míope vê o mundo menor!". Sentiu-se atordoado com o som dessa verdade. Doía muito pensar que pudesse sentir menos por ver o mundo menor. Afinal, seus pés percorreram uma estrada, na qual aprendeu que sentir era tudo o que poderia oferecer ao mundo. Sentia que podia consertar o que estava errado. Sentia que podia transformar lágrimas em sorrisos. Sentia todo o sentimento do mundo... quão menores ou curtos tornaram-se esses sentimentos com o repentino encolhimento do planeta? Doía... só os míopes...
Ele via o mundo menor!

domingo, 3 de abril de 2011

Amor de verão

Aconteceu quando não esperavam. Todas as frases, todas as músicas, as situações tão parecidas com cenas de filme...
Mas, o amor de verão conhece empecilhos demais, e a vida não é filme. O amor de verão pega uma maria fumaça, e torce para que ela não quebre no caminho, que chegue no destino para de lá saltar! O amor de verão espera ser mais do que apenas uma estação, sonha ser eterno... apenas sonha. Porque, ele conhece poesias e verdades, ele sabe que Vinícius de Moraes estava certo: "Que não seja imortal, posto que é chama. Mas, que seja infinito enquanto dure". Porque, o que o amor de verão mais sabe é ser infinito...
E quando a chama apaga, o amor de verão se transforma. E porque, o amor é a essência da vida, ele jamais acaba. Conhece algo mais forte, bonito e verdadeiro do que a amizade?
-"E aí? Vamos ver o jogo?"

Reticências

É o silêncio pendente, a resposta desprovida de palavras. É o esclarecimento por inércia... É o silêncio que grita!

terça-feira, 29 de março de 2011

Euforia

Nota-se... é tão perceptível a qualquer um que ela já não caminha, mas flutua. Tem não mais pés humanos, mas os de um deus grego, Hermes. Salta aos olhos: ela anda nas nuvens, conhece o céu. O nome disso? Felicidade!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Onde mora o amor?

“O que a memória ama, fica eterno.
Te amo com a memória, imperecível.”

Disse categoricamente que Adélia Prado estava errada. A memória é perecível e a demência mata o amor. O “porém” foi tal conclusão: revoltou-se, quando a disse em voz alta. Foi só então, que decidiu procurar onde mora o amor! Ela sentia demais, amava demais para suportar o esquecimento, o esvanecimento de tudo o que lhe era tão querido. Se a memória não é eterna, onde mais se guarda o amor? Como tornar o amor eterno?

Mergulho

Após tantas disussões, era a primeira vez em que realmente conversavam. Ele sentia a angústia entalada na garganta, aquele medo de descobrir o fim, mas já era hora de encarar a realidade. E foi naquele instante de silêncio, em que soluções, respostas, frases de efeito são procuradas, naquele instante em que as palavras não saem, e o vazio de sons torna-se constrangedor, que os olhos dele procuraram os dela. Tantas vezes isso já havia acontecido, tantas vezes os olhares se atraíram... porém, dessa vez, o sentido era diferente.
- O que foi?
- Quero ver seus olhos. Quero mergulhar no seu olhar e descobrir se meus sonhos ainda fazem parte do seu futuro.

sábado, 16 de outubro de 2010

Ansiedade

No estômago, uma revoada de borboletas anunciava que a felicidade estava chegando. No coração, pulsava a esperança de reviver aquele cafuné interrompido. Ainda sonhava com o momento em que o tempo parara e o mundo tornara-se só seu!